Bancos Aumentam Provisionamento para Inadimplência

Published by Andre on

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No contexto atual, o Provisionamento Inadimplência tem se tornado uma preocupação crescente entre os grandes bancos brasileiros.

Neste artigo, iremos explorar as recentes mudanças nas provisões para perdas com crédito no 2º trimestre de 2026, analisando os dados apresentados pelo Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.

O aumento da inadimplência e seu impacto no lucro das instituições financeiras serão discutidos, além de como a elevação do endividamento das famílias brasileiras pode pressionar o setor nos próximos trimestres.

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Cenário macroeconômico e aumento das provisões no 2ºT26

O cenário macroeconômico do 2ºT26 pressionou os grandes bancos brasileiros a elevar a provisão para perdas com crédito diante da piora da inadimplência.

Segundo o Banco Central, o sistema financeiro manteve capital e liquidez confortáveis, mas o risco de crédito subiu em um ambiente de juros altos e desaceleração do crédito.

A inadimplência acima de 90 dias chegou a 4,9%, o maior nível desde 2011, enquanto 82% das famílias estavam endividadas em julho de 2026, reforçando a pressão sobre empresas e consumidores.

Nesse contexto, o Banco do Brasil ampliou a PDD em 16,4%, para R$ 18,5 bilhões, e viu a inadimplência avançar de 4% para 5,6%, com lucro líquido em queda de 50%.

O Bradesco reagiu com o maior aumento percentual da PDD, de 23,5%, mesmo com lucro em alta de 16,2%.

Já o Itaú elevou o provisionamento em 8,2%, manteve inadimplência em 1,9% e lucrou R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8%.

Por fim, o Santander aumentou a provisão em 11,8% e teve queda de 17,6% no lucro, sinalizando que o risco pode continuar pressionando os resultados nos próximos trimestres.

Evolução das Provisões para Devedores Duvidosos por banco

No 2º trimestre de 2026, a pressão da inadimplência levou os grandes bancos a reforçar as provisões, e isso apareceu de forma distinta em cada balanço.

A maior PDD ficou com o Banco do Brasil, que alcançou R$ 18,5 bilhões e avançou 16,4% em um ano, refletindo a piora da carteira e a alta da inadimplência acima de 90 dias, que subiu de 4% para 5,6%.

Já o Bradesco registrou o maior crescimento percentual da provisão, com alta de 23,5%, sinalizando postura mais defensiva diante do risco de crédito.

O Itaú ampliou a PDD em 8,2%, mantendo inadimplência estável em 1,9% e preservando maior previsibilidade operacional.

Por fim, o Santander elevou o provisionamento em 11,8%, em linha com a necessidade de proteção adicional num ambiente de endividamento elevado das famílias.

Banco PDD (R$ bi) Variação YoY
Banco do Brasil 18,5 +16,4%
Bradesco não informado +23,5%
Itaú não informado +8,2%
Santander não informado +11,8%

Inadimplência acima de 90 dias e endividamento familiar

No 2º trimestre de 2026, a inadimplência acima de 90 dias avançou para 4,9%, o maior patamar desde 2011, e esse movimento coincidiu com 82% das famílias brasileiras endividadas em julho, segundo a CNC.

Além disso, a pressão veio das parcelas em atraso por mais tempo, que reduzem a capacidade de pagamento e elevam o risco de perdas futuras.

Impactos nos bancos surgem primeiro na necessidade de reforçar provisões, depois na compressão da rentabilidade e, por fim, no endurecimento das concessões de crédito, sobretudo em linhas ao consumo e ao agronegócio.

Fonte: CNC e dados divulgados no período

  • 4,9% de inadimplência acima de 90 dias
  • 82% de famílias endividadas

Impactos nos lucros dos grandes bancos

No 2º trimestre de 2026, a alta da inadimplência e o avanço das provisões mudaram o humor dos grandes bancos brasileiros.

O Banco do Brasil sentiu o maior impacto, com lucro líquido de R$ 7,8 bilhões e queda de -50%, pressionado por uma PDD de R$ 18,5 bilhões e pela inadimplência acima de 90 dias, que subiu de 4% para 5,6%.

O Santander também sofreu, com lucro de R$ 3 bilhões e recuo de -17,6%, em meio ao aumento de 11,8% nas provisões e à piora da qualidade dos ativos.

Já o Bradesco navegou em sentido oposto, com lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões e alta de 16,2%, embora tenha elevado a PDD em 23,5%, sinalizando proteção maior contra a deterioração do crédito.

O Itaú manteve a melhor leitura de risco, com inadimplência estável em 1,9%, provisões 8,2% maiores e lucro de R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8%.

Assim, enquanto o endividamento das famílias chegou a 82%, os bancos mais expostos ao crédito sentiram mais pressão, e os mais resilientes preservaram resultado mesmo com custos maiores de risco.

Perspectivas de especialistas sobre riscos futuros

Especialistas avaliam que a inadimplência deve seguir pressionando os balanços dos bancos em 2026, porque o endividamento das famílias continua elevado e a queda da Selic veio menos intensa que o mercado esperava.

Nesse cenário, a tendência é de novas elevações de provisões e de uma postura de crédito mais conservadora, sobretudo nos bancos com maior exposição ao varejo.

A leitura de mercado reforça que o aumento da PDD no Banco do Brasil, no Bradesco, no Itaú e no Santander já sinaliza esse movimento, enquanto a alta da inadimplência acima de 90 dias para 4,9% mostra que o risco ainda não atingiu o pico.

Executivos do setor afirmam que a qualidade do crédito dificilmente vai melhorar nos próximos meses, e um analista resume o quadro:

“A pressão sobre a inadimplência não deve arrefecer no curto prazo, então os bancos precisam calibrar melhor concessão, cobrança e renegociação”

Além disso, outro especialista alerta:

“Se o desemprego e o endividamento permanecerem altos, a necessidade de provisionamento seguirá em alta”

Assim, o mercado vê 2026 como um período de defesa, com foco em margem, risco e preservação de capital

Em suma, a situação atual da inadimplência e o aumento do provisionamento indicam uma fase desafiadora para os bancos.

O acompanhamento das tendências nos próximos trimestres será essencial para entender a evolução desse cenário financeiro.